Sou feliz por ser católico!

Às vezes andando pelas ruas, encontramos nos veículos adesivos com expressões como estas: “Eu sou feliz por ser católico”; “Sou católico, graças a Deus”; “Eu assumo: sou católico”. São expressões interessantes e muito felizes, pois expressam de maneira eloquente aquela atitude que deveria ser tomada por todo bom católico: assumir com alegria e gratidão a sua própria identidade católica.



Quando fomos batizados passamos a integrar a grande família dos filhos de Deus que é a Igreja. Tornamo-nos seus membros. Esta pertença à Igreja deve traduzir-se concretamente, num estilo de vida em conformidade com a nossa dignidade de cristãos, de católicos, de batizados, de filhos de Deus, membros da Igreja, herdeiros do Reino dos Céus. Importa que cada católico não o seja apenas de nome, mas de fato, assumindo a sua Igreja assumindo-se nela, isto é, descobrindo (ou redescobrindo) a Igreja Católica, descobrindo-se nela, como seu membro, como parte integrante desta Igreja, chamado a participar dela ativamente.

Nós, católicos, temos em nossa Igreja todos os meios e canais de santificação que Jesus nos deixou. Não temos necessidade de buscar nada fora dela para sermos abençoados. Nela temos os Sacramentos, nela temos a Palavra de Deus, a Bíblia completa. Nela temos o Magistério (Papa e Bispos em união com ele) que guarda, interpreta e ensina autenticamente a Palavra de Deus. Nela temos o sacerdócio ministerial e o sacrifício da Missa, que renova o sacrifício de Jesus na Cruz. Por tudo isto e muito mais devemos nos sentir felizes e abençoados por sermos membros desta Igreja. Isto não significa desprezar ou odiar os irmãos que não pertencem à nossa Igreja (eles são nossos irmãos!), mas significa simplesmente amar a nossa Igreja e sermos felizes por pertencer à ela.

Eventualmente pode vir à mente de alguém a consideração das fraquezas, das misérias e dos pecados encontrados nos homens e mulheres da Igreja, e isto pode sugerir a desconfiança em relação à ela. Porém, é preciso lembrar que a Igreja é composta por seres humanos frágeis e pecadores que, de vez em quando, erram e “dão cabeçadas”. No entanto, apesar da sua parte humana frágil, a Igreja é animada pelo Espírito Santo que é a sua alma, e tem como cabeça o próprio Cristo Jesus. Dizemos então que ela é santa e pecadora.

Apesar dos erros dos seus filhos, a Igreja vai avante na História, impulsionada pela Espírito divino para o cumprimento fiel da sua missão salvifica e evangelizadora.

Cada católico deveria, ao invés de criticar e “atirar pedras” na sua Igreja, recordar que é membro dela e chamado a contribuir com a própria santidade de vida e apostolado, para o crescimento e santificação da Igreja e para a realização da sua missão.

Em Marcos 16,15 nós lemos: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Jesus, antes de subir aos céus com a sua ascensão, confiou a sua Igreja um mandato missionário: ela seria, ao longo dos séculos, a anunciadora da Boa-Nova da Salvação para todos.

Jesus deu à Igreja a autoridade para ensinar em seu nome e capacitou-a, portanto, com a efusão do Espírito Santo, que é Espírito de verdade e ensina-nos toda a verdade (cf Jo 16,13). A Igreja é, pois, depositária da verdade e deve anunciá-la com coragem e fidelidade aos homens de todos os tempos. Para tanto, o Senhor constituiu os Apóstolos e seus sucessores (os Bispos liderados pelo Papa) como autênticos mestres da verdadeira Fé.

É necessário que os católicos mantenham-se em comunhão com o Papa e com os Bispos, e sacerdotes em união com o Papa para conservarem-se na verdadeira Fé e não deixarem-se enganar por tantos erros presentes no nosso mundo. É bom recordarmos um grande dom que toda a Igreja recebeu pelas mãos do Papa João Paulo II. Trata-se do “Catecismo da Igreja Católica”, no qual nós encontramos a grande riqueza de uma ampla e profunda exposição da doutrina cristã nas quatro grandes partes que a compõem, a saber: o Credo, os Sacramentos, os Mandamentos e a Oração.

Você conhece, tem e lê o Catecismo da Igreja Católica? No número 2088 do mesmo Catecismo nós lemos o seguinte: “O primeiro Mandamento (da Lei de Deus) requer de nós nutrir e guardar a nossa Fé com prudência e vigilância e repelir tudo aquilo que lhe é contrário”. Pois bem, um excelente modo de nutrir e guardar a nossa Fé é conhecê-la mediante o estudo do Catecismo que nos “vacina” contra o erro.

Concluindo estas breves considerações, eu peço ao Espírito Santo, alma da Igreja, que acenda em cada católico um grande amor pela sua Igreja, para que todos possamos perseverar na Igreja de Jesus Cristo, “Vestindo pra valer a camisa do Reino de Deus”, e cantando como um certo cantor católico : “Eu sou Católico Apostólico Romano, e não vou deixar a minha fé por outra fé..."

Fonte: http://www.asj.org.br/educacao_artigos.asp?codigo=837&cod_curso=16

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