Família - um plano de Deus

“Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai, ao qual deve sua existência toda família no céu e na terra.” (Ef 3,14-15.)

Todos nós sabemos pela Sagrada Escritura que Deus é amor. Essa é a essência de Deus, a natureza de Deus. Ele é a fonte do autêntico amor. Todo gesto, toda ação de Deus em relação ao homem é manifestação de amor, mesmo que sua intenção seja corrigi-lo. O desejo de Deus é que todo homem seja feliz, se não o somos é porque muitas vezes não compreendemos ou se quer aceitamos este amor, e até nos rebelamos contra ele.

Ninguém conhece tão bem o coração do homem em suas necessidades, seus anseios, seus temores e suas expectativas como Aquele que o criou à sua imagem e semelhança.


Quando Deus criou o homem, viu que não era bom que ele estivesse só, por isso deu-lhe uma ajuda que lhe fosse adequada (Gen 2,18) e a esta ajuda deu-se o nome de mulher, que, uma vez tirada do homem novamente se une a ele formando ambos não mais que uma só carne (Gen 2,24).

Assim nasce a família, em uma união de amor, onde homem e mulher são chamados a frutificar e multiplicar este amor e a se tornarem co-participantes na criação, gerando novas vidas, como expressão e sinal de amor para a glória de Deus.

A Bíblia nos diz: “vede, os filhos são um Dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. Entretanto, em nossos dias, quando se fala em filhos, a primeira reação, quase instantânea, é dizer: “é muito difícil”, “dá muito trabalho”, “é muita despesa”. Nem sequer percebemos muitas vezes nossa atitude de egoísmo e nossa demonstração de incredulidade diante da promessa de Deus. Você já imaginou seus pais dizendo: “você é uma despesa, nos dá muito trabalho?” Você já pensou em qual dos seus irmãos poderia não ter nascido para que seus pais tivessem tido menos trabalho?

Para termos uma idéia, a Europa já está se tornando um continente de idosos, as famílias não querem ter filhos, quando muito um filho, no máximo dois. Os filhos são substituídos por cachorros e outros animaizinhos. A cada geração de 25/30 anos, a população em países europeus diminui. Os casais que hoje não querem ter filhos serão certamente futuros idosos solitários. O homem comete um grande erro quando não cumpre o propósito de Deus para a criação, especialmente em se tratando de família. O enfraquecimento da família é o enfraquecimento do homem e conseqüentemente da sociedade.

A família tem sido o principal alvo do ataque do maligno, que tem usado a televisão, a moda, o movimento da Nova Era para enfraquecê-la e até destruí-la, pois sabe que a mesma é o nascedouro da vida e a base para o desenvolvimento da pessoa humana.

O mundo tem tentado moldar as consciências com mentiras, criando modismos e tendências, fazendo homens e mulheres, jovens e adolescentes, e agora até crianças, aceitarem naturalmente a fornicação o adultério, o homossexualismo, a “produção” independente “de bebês”, a união informal; todas as formas de sexo livre.

O Papa João Paulo II já dizia no seu discurso aos Bispos do Brasil sobre a família, não faltam intentos, na opinião pública e na legislação civil, para equiparar a família a meras uniões de fato ou para reconhecer como tal a união de pessoas do mesmo sexo. Estas e outras anomalias têm debilitado a verdadeira natureza da família.

Tais coisas, diz-nos o Apóstolo Paulo na carta aos Efésios, devem ser condenadas abertamente, pois é vergonhoso até falar delas.

Não podemos perder a visão cristã da família, ela é a escola do amor.

A família é a célula originária da sociedade, e também uma Igreja doméstica. Nela as crianças e jovens amadurecem humanamente e também na fé cristã, na medida em que a família os forma “para os valores cristãos da honestidade e da fidelidade, do amor ao trabalho e da confiança na divina Providência, da hospitalidade e da solidariedade”.

O matrimônio e a vida familiar bem vivido são caminhos de felicidade real, de santificação e salvação. Contudo, isso só é possível se a família for constituída e vivida em Jesus Cristo.

A família é um plano de Deus e nele deve ser edificada, pois já dizia o salmista, “se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a constroem” (Sl 126,1).

Quando a família falha gera traumas e feridas nos que a constituem. Trabalhei com jovens durante quatro anos, e pude perceber em diversas situações as marcas e as feridas que traziam consigo por verem suas famílias fracassando.

O lar deve ser um lugar de tranqüilidade, de descanso, de harmonia e de profunda paz, onde se desenvolve a integração, o companheirismo, a cooperação entre os cônjuges e entre todos os membros da família. É no lar que os filhos são educados e os pais realizam o papel de autênticos discipuladores, sendo eles mesmos exemplos para seus filhos, como pais convertidos.

“Quem se descuida dos seus e principalmente dos de sua própria família é um renegado, pior que um infiel.” (ITim 5,8)

Deus abençoe a sua família!!!
 
Gustavo Vieira - Site do pregador

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