Orientações para mulheres que desejam deixar a pílula

O primeiro passo para a mulher que decide usar o MOB e deixar a pílula é abandoná-la. Não precisa esperar até o término da série de comprimidos. Durante um mês, realizará o registro diário do muco em total abstinência, evitando qualquer contato genital. No próximo mês, já estará apta a aplicar as regras do método.


Ela deve ser alertada para o possível sangramento que ocorre imediatamente após a suspensão da pílula, devido à remoção rápida dos hormônios sintéticos. O próximo sangramento pode acontecer um mês depois. Geralmente, a ovulação volta depois de uns poucos ciclos. Mas ela deve estar sempre alerta para os sinais de fertilidade mesmo no primeiro mês de registro do gráfico.


Provavelmente, durante o primeiro mês de registro, ela reconhecerá um padrão de muco que indica infertilidade (seco ou fluxo constante): a mudança nesse padrão pede a abstenção do coito até por três dias depois do ápice que normalmente é identificado por mulheres que deixaram a pílula após uns poucos ciclos.

Quando essa mulher não ovula, de dez a dezesseis dias após a mudança de sensação, perceberá que não virá uma menstruação.

O casal deve ser motivado a persistir no uso do método, devido as vantagens que traz: a mulher não sofrerá mais dos efeitos colaterais da pílula e responderá bem quando aprende o MOB: infecções vaginas provocadas pelo uso da pílula desaparecerão, haverá uma melhora psicológica e no seu estado de ânimo porque o comprimido dito anticoncepcional contribui para irritabilidade, depressão, dor de cabeça e perda da libido, além do mais, o seu marido ficará contente porque ela estará novamente em bom estado de saúde e de espírito.

Eles devem resistir à tentação de aumentar as oportunidades para o coito pelo uso de métodos de barreira no período fértil, pois confundirá a interpretação do muco. O casal deve utilizar ao máximo os períodos inférteis como recompensa pela paciência e compreensão durante o período pré-ovulatório e de fertilidade.

O testemunho de Eliete Mello Santos de Castilho (05/12/2006) , disponível em http://www.cleofas.com.br/, que trocou a pílula pelo MOB é bem ilustrativo:

“Meu nome é Eliete e o meu esposo se chama Jaime. Temos dois filhos Gustavo (14 anos) e Gabriel de (3 anos e 8 meses) e estou grávida de 1 mês. Conheci este maravilhoso método através do Programa ‘Trocando Idéias’. Eu não tinha a menor idéia que existisse uma maneira tão fácil e natural de programar uma família. Desde o primeiro instante, fiquei maravilhada e fui atrás de algo que pudesse me ajudar, pois eu estava decidida a não tomar mais anticoncepcionais (embora o meu filho Gabriel tivesse apenas 9 meses de vida).


Aluguei uma fita das Paulinas e assisti 5 vezes, comprei o livro e o li até aprender. Conversei com o meu esposo, expliquei o método e ele aceitou que fizéssemos a experiência. O resultado foi fantástico. Estamos com 15 anos de casados, mas parece que o nosso amor é o mesmo de quando nos conhecemos e começamos a namorar há 17 anos atrás. Acabaram-se os problemas de falta de desejo sexual de minha parte, pois o anticoncepcional inibe este desejo na mulher.


Hoje sou muito mais calma e tranqüila. A nossa convivência matrimonial hoje é muito mais gostosa e creio que nossos filhos sentem isso e se alegram muito. Tenho ensinado este método a muitas pessoas, inclusive algumas irmãs evangélicas que se encantam ao conhecê-lo.


Infelizmente há aqueles que não acreditam. Mas o resultado do trabalho que tenho feito está sendo positivo. Todas as pessoas que se aproximam de mim, acabam por conhecer este método. Muita coisa mudou em nossa vida. Inclusive, nós queríamos ter 3 filhos e agora queremos 4, pois descobrimos ainda mais o grande Amor de Deus por nós e pelos nossos filhos.


Até meu filho de 14 anos disse que, quando casar, quer aprender este método para poder utilizá-lo. Quero agradecer a Deus e à Canção Nova por ter me dado a oportunidade de conhecer este método e assim programar a minha família.


No dia 12 de dezembro, completam 3 anos que eu uso este método. Deus abençoe a todos.”


Outro depoimento (01/03/2007) interessante, disponível na Comunidade Shalom é o de Lúcia de Fátima Studart Meneses, consagrada na Comunidade de Aliança Shalom, percebe-se que o MOB fez bem tanto ao casamento quanto à visão positiva da vida e dos filhos como bênçãos de Deus:

“Fui conquistada pelo Billings: Falar sobre o método Billings, para mim, é algo muito prazeroso, pois ele foi um marco na minha caminhada espiritual. Deus se utilizou dessa desculpa para me chamar definitivamente à luz.

Em 1990, meu esposo e eu fizemos o Seminário de Vida no Espírito Santo promovido pela Comunidade Face de Cristo. Iniciava-se aí uma obra em cada um de nós. Porém, em 1993, quando fizemos um curso sobre o método Billings, ministrado pela Ir. Martha Sílvia Bhering, presidente da CENPLAFAM, algo mudou. Eu não imaginava nem de longe o que isso iria influenciar na minha vida pessoal e no meu matrimônio. Na verdade, eu adotei o método pelos benefícios que ele traria à minha saúde, pois na época tomava pílula, o que me dava náuseas e irritabilidade. Porém, além de me livrar desses males, pude notar ao longo do tempo o quanto meu esposo e eu havíamos crescido no diálogo e na busca de Deus.

Fui conquistada pelo Billings! Lia tudo sobre esse método. Descobri, admirada, o zelo da Igreja e me senti muito amada por saber que em 1968, quando eu ainda era uma criança, a Igreja havia se pronunciado a respeito da regulação da natalidade através da Encíclica Humanae Vitae. A vontade que eu tinha era de bradar ao mundo a minha grande descoberta, e ficava querendo que todos os casais também descobrissem essa mina de ouro. Percebi também que tudo isso era uma graça de Deus e que, embora soubessem, muitos não conseguiam abraçar o ensinamento da Igreja.

Costumo dizer que a sexualidade, assim como o bolso, é uma das últimas áreas a ser tocada, pois mais facilmente entregamos nossa vida, nosso trabalho, nossos filhos, mas nessa área não damos espaço para Deus. Confiamos mais na pílula, no DIU, na camisinha etc. Afinal, não queremos “arriscar”. Mal sabemos o grande bem preparado para aqueles que se arriscam em Deus. Por pura misericórdia, Ele nos quis tocar nessa área. Não por sermos os melhores, mas exatamente por necessitarmos muito.

Continuamos até hoje em um eterno aprendizado, porém, olhando para trás, podemos constatar algumas consideráveis melhoras. É inegável que devemos primeiramente a Deus e ao método Billings o nosso amadurecimento no amor e na unidade.

Temos quatro filhas, todas nasceram de parto cesário. Quando conhecemos o método Billings, já tínhamos duas filhas. Dois anos depois nós, conscientemente, quebramos as regras e engravidei. Lembro o quanto fomos criticados. As pessoas faziam “brincadeirinhas de mau gosto”, tipo: “Foi o Billings?”. Os comentários sempre culpavam o método Billings, como uma forma de dizer que era falho e por isso não o adotavam. Mas eu sabia, e sei, “em quem pus minha confiança”. Apesar das críticas, continuamos firmes.

Numa confissão, Deus me pediu mais um filho. Rejeitei a idéia, pois não estava nos meus planos ter quatro filhos. Mas foi se realizando uma obra de docilidade em meu coração. No prazo de um ano, Ele me convenceu. Lembro, emocionada, o dia em que resolvemos presentear a Deus com o nosso sim e receber dele a nossa tão amada filha. Não dá para descrever a alegria que sentimos durante o nosso ato conjugal sabendo que ali, naquele momento, mais uma vida era criada. No dia oito de setembro de 1996 ela foi concebida, no dia 18 de maio de 1997, dia de Pentecostes e aniversário do Papa João Paulo II, ela nasceu. Quando vejo uma grávida, alegro-me e vejo mais uma guerreira pela vida, pois hoje carregar um filho no ventre é um grande desafio.

Gosto sempre de encorajar as gestantes a não se abaterem com a mentalidade da cultura de morte, mas a se sentirem gratas a Deus pelo grande dom que é a maternidade. Rogo a Deus que faça mais corações dóceis à sua vontade de adotar o método Billings e que divulguem essa grande graça”.

Fonte: http://gentedefe.com/tina/orientacoes-para-mulheres-que-desejem-deixar-a-pilula-e-dois-testemunhos/

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