Três características do catolicismo

Em síntese: O Catolicismo foi levado ao Japão por S. Francisco Xavier no século XVI. Os católicos japoneses, porém, foram vítimas de perseguição durante mais de dois séculos; após os quais foi permitida a entrada de missionários católicos no país. Quando um deles se apresentou, certa vez, uma senhora pediu ao sacerdote desconhecido que respondesse a três perguntas que o identificariam: era emissário do Bispo de Roma? Era devoto de Maria Santíssima? Era celibatário? Tendo-lhe respondido afirmativamente, o padre foi levado às comunidades católicas, reconhecido como legítimo arauto da fé católica. O episódio fala ainda hoje.

* * *

No século XVI, o missionário São Francisco Xavier levou a Fé Católica ao Japão.

Com sua santidade, seu exemplo e seus milagres, em pouco tempo ele formou naquele país pujante cristandade.

De tal maneira seu trabalho floresceu, que, em pouco tempo, havia católicos nas mais variadas categorias sociais. E. podia-se deduzir que, em breve, o Japão se tornaria católico. O inimigo de todo bem não poderia alegrar-se com isso e armou, contra os católicos japoneses, perseguição do porte das que os Neros moveram contra os cristãos em Roma.

O pretexto para isso foi a declaração infeliz de um comandante de navio espanhol. Um navio espanhol, levado por uma tempestade, aportou nas costas japonesas. O navio foi saqueado. Diante disso, seu comandante ameaçou os saqueadores com o poder do rei da Espanha. Para isso, mostrou o mapa do mundo com os imensos domínios espanhóis.

Diante da pergunta dos japoneses de como a Espanha formara tais conquistas, o comandante disse que era por obra dos missionários católicos.

Essa falsidade atiçou o ódio de governantes japoneses, que moveram guerra sanguinária à Santa Igreja.

Com muito sangue, os japoneses mataram milhares de católicos. Liquidaram os padres, a ponto de julgarem não haver sequer mais nenhum cristão no País.

Para não receberam mais a ação benévola da Igreja, fecharam seus portos aos navios europeus. O único contato com o mundo era um navio holandês (protestante), uma só vez ao ano, em mar aberto para receberem alguns produtos.

E assim foi até meados do século XIX. Nessa ocasião os japoneses passaram a receber estrangeiros. Permitiram então a vinda de uns poucos padres católicos, principalmente franceses, para o atendimento dos diplomatas.

No início do trabalho de dois padres aconteceu um dos mais belos casos que conhecemos. Um dos padres acabara de arrumar sua capela. Acabara de colocar um terço nas mãos da imagem de Nossa Senhora, quando uma veneranda e idosa senhora japonesa, com um Rosário nas mãos, entrou fazendo-lhe três perguntas.

Perguntou primeiramente se o padre era casado ao que ele respondeu que não. Indagou depois se eles eram enviados pelo Pai de Roma (o Papa). E ele disse que sim. O padre estava surpreso. Por fim, perguntou se o padre amava e honrava Nossa Senhora. O padre, apontando a imagem, disse que a amava de todo coração.

Estas eram as perguntas que os últimos missionários martirizados disseram que eles deveriam fazer a outros padres para saber se eram católicos.

Nessa hora a velha senhora japonesa, que nunca antes entrara numa igreja católica, fez respeitosamente genuflexão e, osculando a mão do padre, disse que o coração dela era como o do padre. Ambos possuíam a mesma Fé e convidou o padre para visitar a comunidade católica.

Na noite seguinte o padre foi. Eram 10.000 católicos que permaneciam tais após 250 anos de perseguições.

Estêvão Bettencourt O.S.B.

Fonte: Revista Pergunte e Responderemos
http://www.pr.gonet.biz/kb_frame.php?topic=Pergunte_e_Responderemos&subtopic=História

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