"Conservar a unidade do espirito pelo vinculo da paz!"

A Renovação Carismática Católica apresenta o tema que direciona e une suas ações em 2014

Grupo de oracao Sao Miguel

Venha ter uma nova experiência com Deus e viver a cultura de Pentecostes. Te esperamos! Todas as quintas-feiras - 20h

Venha rezar conosco e dar um novo sentido para vida!

O Senhor nos chama a este tempo de real mudança de vida

Ministerio Shekinah

“Todos nós, porém, com o rosto descoberto, refletimos a Glória do Senhor!” 2 Cor 3,18

Questoes de Fe

Entenda um pouco mais a fé Católica, explicada de maneira clara e sucinta, em alguns dos temas mais usados nos ataques feitos pelos inimigos da Santa Igreja de Cristo

Archive for Março 2012

Novena de Pentecostes

A novena é uma devoção de oração privada ou pública, praticada com a finalidade de obter alguma graça ou intenção especial. 

Como o próprio nome indica, são nove dias de oração intensa. A finalidade da novena de Pentecostes é alcançar a graça de renovar o poder do Espírito Santo na Igreja, na paróquia, no grupo de oração ou na vida pessoal. Por isso, é necessário humildade, confiança e perseverança.

A novena de Pentecostes começa na sexta-feira precedente à solenidade da Ascensão do Senhor, ou em qualquer tempo do ano para pedir a renovação do Espírito Santo ou alguma graça especial. No nosso caso (GO São Miguel) iniciamos em 22 de março, e a iremos concluir com grande alegria no Cenáculo arquidiocesano de Porto Alegre em 27 de maio.

A Igreja recomenda que os exercícios de piedade e devoção estejam sempre ligados à vida sacramental. Por isso, durante a novena, demonstrando o desejo de uma união mais forte e íntima com Jesus, é necessário purificar o coração por meio da confissão; se possível, esforçar-se para participar da missa diariamente e comungar. A Eucaristia é um encontro com Aquele que batiza no Espírito Santo, pois ai esta o Cristo vivo. Ao distribuir a comunhão, Santo Efrém dizia: "Recebe o Corpo de Cristo e o fogo do Espírito"

Que esse fogo do Espírito Santo nos consuma inteiramente hoje e sempre e de modo especial durante a celebração da novena de Pentecostes.

Paz e fogo

Maiquel Dias
Coord. GO São Miguel


Datas e temas

Data Tema Leitura Base Pregador
22/03/2012 1. O Espírito Santo no seio da Santíssima Trindade Mt 3,13-17 Rodrigo
29/03/2012 2. O Espírito Santo é Deus I Cor 2,9-12 André
12/04/2012 3. O Espírito Santo é uma pessoa At 13,1-4 Com. Filhos da Cruz
19/04/2012 4. O Espírito Santo da promessa no Antigo Testamento Ez 36,24-28 Gerson
26/04/2012 5. A catequese de Jesus sobre o Espírito Santo Jo 14,12-17 Vinicius
03/05/2012 6. Espírito Santo, dom de Deus Rom 5,1-5 Telmo
10/05/2012 7. Sereis batizados no Espírito Santo At 1,4-9 Ezequiel
17/05/2012 8. A efusão do Espírito Santo Gal 5,16-23 André
24/05/2012 9. Capacitados para servir Mc 16,12-18 Maiquel
27/05/2012 CENÁCULO


Orações

Vinde Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor
Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra
Oremos:
Deus, que instruístes o coração dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo: fazei com que apreciemos retamente todas as coisas, e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso, Amém.

Veni Creator Spiritus! Vem, Espírito Criador!
Vinde Espírito Criador, a nossa alma visitai
e enchei os corações com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor de Deus excelso dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz,
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer.
Amém!

Oração Introdutória
Vinde, Espírito Santo e enviai-nos do alto do céu, um raio da vossa luz!
Vinde, Pai dos pobres, vinde, fonte de todos os dons, vinde, luz dos corações!
Consolador magnífico! Doce hóspede da alma! Doce reconforto!
Sois repouso para o nosso trabalho, calmante para as nossas paixões, lenitivo para as nossas lágrimas!
Ó luz da felicidade, inundai plenamente os corações dos vossos fiéis!
Sem o vosso auxílio, nada pode o homem, nada produz de bom!
Lavai as nossas manchas! Banhai a nossa aridez! Sarai as nossas feridas!
Dobrai a nossa dureza! Aquecei a nossa fraqueza! Retificai os nossos erros!
Dai aos vossos fiéis, que em vós confiam, os sete dons sagrados!
Dai-nos o mérito da virtude! Dai-nos o troféu da salvação! Dai-nos a alegria eterna!
Amém! Aleluia!

Oração Final
Assim como nos reunimos em vosso nome, ó Divino Espírito Santo concedei-nos, por vosso amor, a graça de permanecermos sempre unidos na justiça evangélica e na solidariedade fraterna. Que nunca nos esqueçamos e nos afastemos de vós, e alcancemos juntos a verdadeira e eterna felicidade. E que esteja sobre nós, sobre nossos amigos e familiares, sobre nossos intercessores e colaboradores, bem como sobre todos aqueles com quem ainda não vivenciamos a plena comunhão e caridade, a benção do Deus único e todo poderoso que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Por que Jesus e chamado de Cordeiro de Deus?

Em todas as missas, pouco antes de os fiéis serem chamados à comunhão eucarística, ouvimos o sacerdote dizer: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Você sabe o que isso quer dizer? Para que compreendamos a fundo o sentido desta expressão, precisamos nos debruçar, primeiramente, sobre o Antigo Testamento.
O cordeiro imolado no A.T.
Antes que Deus chamasse Abraão para estabelecer com Ele uma Aliança, era muito comum que povos das mais diversas etnias sacrificassem animais, e até mesmo seres humanos, aos seus deuses. Eles acreditavam que todas as coisas ruins que aconteciam no mundo eram fruto da ira divina, que precisava ser aplacada (faltava-lhes o conhecimento sobre o pecado original). Assim, seria preciso realizar algum ato que pudesse agradar a(os) deus(es), como abrir mão de algo muito valioso para demonstrar devoção e apreço – neste caso, sacrificar cabeças de gado ou pessoas, que podiam ser inimigos ou até mesmo parentes.
pascoa_judaica
O Deus de Israel repudiou de forma veemente o sacrifício de seres humanos – exceto naquela vez em que deu uma trollada em Abraão, levando-o a crer que deveria sacrificar Isaac –, mas incorporou o sacrifício ritual de animais na cultura religiosa do povo escolhido.
Quando o Faraó, com o coração endurecido, recusou-se a deixar os escravos hebreus partirem, o Senhor lançou sobre o Egito uma última e terrível praga: a morte de todos os primogênitos. Seguindo a orientação de Moisés, antes da noite do extermínio, cada família israelita sacrificou um cordeiro ou cabrito, que deveria ser “macho, sem defeito, e de um ano” (Ex 12,5). O animal deveria ser comido, e os eu sangue deveria ser passado nos batentes das portas:

Eu sou Javé. O sangue nas casas será um sinal de que estais dentro delas: ao ver o sangue, Eu passarei adiante. E o flagelo destruidor não vos atingirá, quando Eu ferir o Egito. (Ex 12,12-13)
E assim se estabeleceu a celebração da Páscoa judaica. O sangue do cordeiro macho e sem defeito livraria o povo da morte do corpo, assim como o Sangue de Cristo – Deus e Homem sem defeito, sem mácula – livraria os cristãos da morte da alma, após a nova Páscoa. O cordeiro imolado do A.T. era uma imagem do Cordeiro Imolado do N.T.
Assim, ao renovar a Sua Aliança com o povo hebreu por meio de Moisés, o Deus de Israel estabeleceu que o perdão dos pecados se daria por meio do sacrifício de animais, inclusive de cordeiros. Os pecados da pessoa eram “transferidos” para o animal por meio da imposição de mãos, e este deveria morrer em seu lugar – da mesma forma como, depois, o peso dos pecados humanos recairia sobre Cristo, que aceitou morrer por nós.

Em Levítico 4, está detalhado como o “rito pelo pecado” era feito: conforme a “classe” a que o pecador pertencesse, deveria apresentar no templo um determinado tipo de animal para ser imolado. Se o pecador fosse sacerdote, deveria sacrificar um bezerro; se fosse um chefe do povo, levaria um bode (taí a origem da expressão “bode expiatório”); se fosse homem comum, apresentaria uma cabra ou ovelha. Entretanto, a oferta de uma cabeça de gado para o sacrifício expiatório representava um prejuízo patrimonial considerável; por isso, caso o pecador fosse pobre, poderia oferecer duas rolas ou dois pombinhos.
Após o animal ser morto pelo sacerdote, seu sangue era derramado nos cantos do altar e em sua base. Depois, o corpo do animal era queimado e suas cinzas eram jogadas fora do acampamento, como forma de simbolizar que o pecado fora levado para bem longe da comunidade.

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Em Levítico 5, o cordeiro é citado como um animal sacrificial:
Se alguém, sem se dar conta, praticar alguma coisa proibida pelos mandamentos de Javé, será responsável e carregará o peso da sua falta.
Como sacrifício de reparação, levará ao sacerdote um cordeiro sem defeito, avaliado em proporção com a culpa. O sacerdote fará o rito pelo pecado cometido sem saber, e o pecador ficará perdoado. (Lev 5, 18-19)
Mas como o sangue de animais podia ser capaz lavar os pecados dos homens? Não podia. Este rito prescrito pela Lei de Moisés era apenas de caráter educativo, simbólico e provisório. Por meio dele, o Senhor levava o povo a compreender que o pecado sempre traz más consequências – sendo a morte a pior delas. Na sua Carta aos Hebreus, São Paulo deixa bem claro a ineficácia dos sacrifícios de animais para a justificação dos pecados :
A Lei possui apenas uma sombra dos bens futuros, e não a realidade concreta das coisas. Por isso, mesmo oferecendo sacrifícios continuamente, ano após ano, a Lei não tem poder de conduzir à perfeição aqueles que participam nesses sacrifícios. (…)
…uma vez que é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e carneiros. (Heb 10,1;4)

O sacrifício do cordeiro prescrito pela Lei de Moisés era, portanto, apenas um rascunho, um símbolo do sacrifício que Jesus aceitaria realizar na cruz – este sim, eficaz, perfeito e definitivo.
O Cordeiro Imolado no N.T.
Certo dia, estando o João a batizar o povo e a pregar, viu Jesus se aproximando. Então, olhou para Ele e disse:
“Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo.” (…)

E João testemunhou: “Eu vi o Espírito descer do céu, como uma pomba, e pousar sobre Ele. (…) E eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus”. (João 1,29; 32; 34)
sacrificio_animais_antigo_testamentoCom Sua Paixão e Morte, Jesus Cristo remiu os pecados da humanidade com o Seu sangue precioso. Ele é a vítima perfeita, que, com seu sacrifício, apagou definitivamente da alma dos batizados a mancha do pecado original, ofensa imensa a qual nenhuma criatura tinha poder de desagravar.
Assim, foi revogado o sacrifício da Antiga Aliança, que dependia da morte de animais para a expiação dos pecados, e foi estabelecido o sacrifício da Nova Aliança, por meio da morte de Cristo.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a graça de honrar com nossas vidas cada gota de Seu sangue precioso!


Fonte: http://www.ocatequista.com.br/





Por que a Igreja Catolica e romana?


O leigo "evangélico" (isto é, pentecostal e/ou neopentecostal) comum, em sua falta de conhecimentos históricos e teológicos, normalmente não compreende como a Igreja pode ser chamada Católica Apostólica Romana. Quando explicamos que "católica" significa universal, isto é, que a Igreja está para todos os homens e mulheres, de todas as nações, conforme a determinação de Jesus Cristo, os mais maleáveis até aceitam. Quanto ao termo "apostólica" também não há maiores problemas, já que a verdadeira doutrina cristã é aquela que procede dos Apóstolos, e isso está dito e repetido na Bíblia inúmeras vezes. Mas e "romana"? Por que a Igreja é chamada também romana? E como pode ser ao mesmo tempo universal e romana? É comum vermos, inclusive, algumas pessoas que chamam a Igreja apenas de "igreja romana", suprimindo os termos principais (Católica e Apostólica), numa tentativa de diminuir a sua importância ou negar a sua autenticidade.

Bem, a questão é tão simples que impressiona a maneira como provoca dúvidas. Se bem que, em muitos casos, seja uma questão muito mais de má vontade do que de dúvida legítima. O fato é que o título "romana" não implica nacionalismo nem particularismo. Isto é, não quer dizer que a Igreja pertença à Roma, ou que se limite à Roma, assim como aconteceria com uma empresa, por exemplo.

Romana, no caso da Igreja, é apenas o título que indica o endereço da sede primacial da Igreja. Só isso. De fato, a Igreja, atuando neste mundo, precisa de ter um endereço, um referencial físico e postal, que é o do Bispo de Roma, feito Chefe visível por Cristo. Em consequência, a Igreja Católica recebe, como uma espécie de "subtítulo", a designação "romana", e isso em nada contraria a sua catolicidade ou universalidade.

De modo semelhante, Jesus, Salvador de todos os homens, foi chamado "Nazareno", porque, convivendo entre os homens, precisava de um endereço físico neste mundo, que foi a cidade de Nazaré. E Jesus Cristo, por acaso, veio só para os habitantes de Nazaré? Não. Chamá-lo de "Jesus Nazareno" ou "Jesus de Nazaré" compromete o caráter universal da sua missão? Claro e evidente que não. Da mesmíssima maneira se dá com o nome dado à Igreja que ele instituiu neste mundo.



Importante para nós, católicos, é enxergar o poder de Deus também nesse título de "católico romano". Pois, desde o inicio do Cristianismo, os católicos foram perseguidos, caçados, torturados e mortos justamente pelo Império Romano, durante centenas de anos. Desde a liberação do Cristinianismo pelo Imperador Constantino, porém, a sede da verdadeira Igreja fica em Roma, como que a mostrar ao mundo que os perseguidores sucumbiram frente à Igreja de Deus. Ela, que foi perseguida e martirizada, hoje está situada exatamente na sede do antigo Imperio. Isso prova que Deus sempre transforma o que era mal em bem, como diz São Paulo: "Onde abundou o pecado, superabundou a graça" - Romanos 5, 20.

O lugar onde predominou o Império de Roma, o maior já visto na História da humanidade, e que levou a escravidão, o terror e a morte a milhões de pessoas, Jesus Cristo, através da sua Igreja, converteu no maior centro de fé e difusão das Boas Novas da libertação, do amor fraterno e da vida em todo o mundo, e que perdurará até o fins dos tempos, segundo a promessa de Jesus em Mateus 28, 20 .

E como diz a Bíblia Sagrada, nenhuma instituição ficará de pé se não for obra divina: "Se o seu projeto ou sua obra provem de homens, por si mesma se destruirá, mas se provier de Deus, nao podereis desfazê-la (Atos 5, 38-39). - O Império Romano caiu. A Igreja Catolica Apostólica Romana, instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, permanece por dois milênios. 
 

E tempo de recomecar


Por Maiquel Dias
 
É tempo de recomeçar!! Voltar a caminhar!!

Vem as tormentas, os ventos fortes, as tribulações. Vem as tristezas, as dores, as lágrimas, o desânimo. Passam as horas, os dias, os meses... Mas nada! Nada! Nada pode apagar o amor de Deus por nós, porque a sua fidelidade é eterna para aqueles que são seus!

E é impulsionados por esse amor que retomamos as “rédeas” do nosso abençoado blog, que tanto tem servido para nos auxiliar na formação de católicos mais católicos, e de pessoas cada vez mais apaixonadas por Jesus e sua Igreja.

Que Deus nos abençoe a todos, mantenedores e leitores do Blog, servos e irmãos do GO São Miguel, e a todo o povo de Deus que assim como nós se movimenta na direção de Jesus, ansiosos por um dia sermos dignos de estar eternamente na presença do Senhor.

E sigamos em frente, todos nós unidos na oração!

Paz e Fogo

Maiquel Dias
Coord. GO São Miguel

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Recomeçar - Banda DOM

Recomeçar é de novo buscar
O caminho que me leva a salvação
Recomeçar é novamente acreditar
Que o Senhor Deus há de me livrar
De todas as coisas que me fazem voltar atrás
Me dando uma nova vida, criando em mim um novo ser
Senhor, eu sei que és a vida! Já posso sentir
Posso ver que tu me queres uma criatura nova
E pra sempre viver, e pra sempre viver
E para sempre viver, somente em ti!

Quaresma: um caminho a se fazer em direcao a Cristo

Quaresma é um período de quarenta dias. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, prolongando-se até a Quinta-feira Santa, antes da Missa na Ceia do Senhor. Trata-se de um tempo privilegiado de conversão, combate espiritual e escuta da Palavra de Deus. Na Igreja Antiga, este era o tempo no qual os catecúmenos (adultos que se preparavam para o Batismo) recebiam os últimos retoques em sua formação para a vida cristã: eles deveriam entregar-se a uma catequese mais intensa e aos exercícios de oração e penitência. Pouco a pouco, toda a comunidade cristã - isto é, os já batizados em Cristo -, começou a participar também deste clima, tanto para unir-se aos catecúmenos, como para renovar em si a graça de seu próprio batismo e o fervor da vida cristã, preparando-se, assim, para a santa Páscoa.

Assim, surgiu a Quaresma: tempo no qual os cristãos, pela purificação e a oração, buscam renovar sua conversão para celebrarem na alegria espiritual a Santa Vigília de Páscoa, na madrugada do Domingo da Ressurreição, renovando suas promessas batismais. As práticas da Quaresma A oração: Neste tempo os cristãos se dedicam mais à oração e devem acrescentar algo àquilo que já praticam durante o ano todo. Uma boa prática é rezar diariamente um salmo ou, para os mais generosos, rezar todo o saltério no decorrer dos quarenta dias. Pode-se, também, rezar a Via Sacra às sextas-feiras!

A penitência: todos os dias quaresmais (exceto os domingos!) são dias de penitência.

A primeira e indispensável penitência quaresmal é no tocante à comida e à bebida: sem renúncia a algum alimento não há prática quaresmal! Cada um deve escolher uma pequena prática penitencial para este tempo. Por exemplo: renunciar a um lanche diariamente, ou a uma sobremesa, etc... Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa os cristãos jejuam: o jejum nos faz recordar que
somos frágeis e que a vida que temos é um dom de Deus, que deve ser vivida em união com ele. Os mais generosos podem jejuar todas as sextas-feiras da Quaresma. Farão muitíssimo bem! Recordemo-nos que às sextas-feiras os católicos não devem comer carne; e isto vale para o
ano todo! Além da penitência na alimentação é necessário escolher algo mais como mortificação, isto é, renúncia a algo de que se gosta; por exemplo: música, televisão, internet, determinado tipo de divertimento...

A esmola: Trata-se da caridade fraterna.

Este tempo santo deve abrir nosso coração para os irmãos: esmola, capacidade de ajudar, visitar os doentes, aprender a escutar os outros, reconciliar-se com alguém de quem estamos afastados - eis algumas das coisas que se pode fazer
neste sentido!

A leitura da Palavra de Deus: Este é um tempo de escuta mais atenta da Palavra: o homem não vive somente de pão, mas de toda Palavra saída da boca de Deus. Seria muitíssimo recomendável ler durante este tempo o Livro do Êxodo ou o Deuteronômio ou, no Novo Testamento, o Evangelho segundo São Marcos. A leitura deve ser seguida, do começo ao fim do livro. Pode-se terminar sempre rezando um salmo...

A conversão: “Eis o tempo da conversão!”, diz-nos a Palavra de Deus.

Que cada um veja um vício, um ponto fraco, que o afasta de Cristo, e procure lutar, combatê-lo nesta Quaresma! É o que a Tradição ascética de Igreja chama de “combate espiritual” e “luta contra os demônios”. Nossos demônios são nossos vícios, nossas más tendências, que precisam
ser combatidas. Os antigos davam o nome de sete demônios principais: a soberba, a avareza, a tristeza (hoje diz-se a inveja, que é a tristeza pelo bem do outro), a preguiça, a ira, a gula, a sensualidade. Estes demônios geram outros. Na Quaresma, é necessário identificar aqueles
que são mais fortes em nós e combatê-los! Recomendo, neste sentido, a leitura do livro “Convivendo com o mal. A luta contra os demônios no monaquismo antigo”, de Anselm Grün, Editora Vozes.

A liturgia da Quaresma

Este tempo sagrado é marcado por alguns sinais especiais nas celebrações da Igreja: A cor da liturgia é o roxo - sinal de sobriedade, penitência e conversão; não se canta o Glória nas missas
(exceto nas solenidades, quando houver); não se canta o aleluia que, sinal de alegria e júbilo, somente será cantado outra vez na Páscoa da Ressurreição; os cantos da missa devem ter uma melodia simples; não é permitido que se toque nenhum instrumento musical, a não ser para
sustentar o canto, em sinal de jejum dos nossos ouvidos, que devem ser mais atentos à Palavra de Deus; não é permitido usar flores nos altares, em sinal de despojamento e penitência (nos casamentos e outras festas as igrejas, devem ser enfeitadas com muita sobriedade!); a partir da quinta semana da Quaresma podem-se cobrir de roxo ou branco as imagens, em sinal de jejum dos sentido, sobretudo dos olhos.

O importante é que todas estas práticas nos levem a uma preparação séria e empenhada para o essencial: a Páscoa! As observâncias quaresmais não são atos folclóricos, mas instrumentos para nos fazer crescer no processo de conversão que nos leva ao conhecimento espiritual e ao amor de Cristo. Tenhamos em vista que o ponto alto do caminho quaresmal é a renovação das promessas batismais na Santa Vigília pascal e a celebração da Eucaristia de Páscoa nesta mesma
Noite Santa, virada do Sábado Santo para o Domingo da Ressurreição.

Que todos possam ter uma intensa vivência quaresmal, para celebrarmos na alegria espiritual a santa Páscoa do Senhor!


Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=5535

Colaboramos para nossa salvacao?

Por Alessandro Lima (Veritatis Splendor)
 
Vimos que Deus nos salva, isto é, nos recupera para sermos santos,fiéis cumpridores de Sua vontade. É para esta santificação que a Sua Graça nos é concedia por meio da Fé em Jesus Cristo. Esta ação da Graça de Deus O faz real salvador do homem.

Um médico que aceita receber um doente e diz a ele “você não está mais doente” sem tê-lo curado realmente não foi médico para aquele doente. Ainda, um mecânico que aceite receber um carro cheio de problemas, não foi mecânico se não tiver concertado o que havia de errado no carro.

O médico que cura o doente o faz esperando que ele viva uma vida saudável. Nenhum médico visa a plena saúde do enfermo para que este se entregue a uma vida desregrada. Também o mecânico quando concerta um carro, visa o seu bom funcionamento na mão de seu dono. Por isso que S. Paulo disse que o justo é obra de Deus para as boas obras (cf. Ef 2,10).

Conseqüentemente aquele que tem fé em Jesus Cristo e recebeu a Graça de Deus para cumprir as boas obras da Lei e não as cumpre, não pode ser considerado justo, mas culpado. Isso podemos testificar na carta de S. Paulo aos Romanos: "Porque diante de Deus não são justos os que ouvem a lei, mas serão tidos por justos os que praticam a lei" (Rm 2,13).

A Graça de Deus não tolhe o livre-arbítrio do homem, isto é, ela não age no homem de forma imperativa. A ação regeneradora da Graça, isto é, santificante, ajuda a vontade humana a cumprir a vontade de Deus, para que o homem querendo fazer o bem possa realmente fazê-lo, mas pelo ato livre de sua vontade. Por isso dizemos que a Graça não elimina a liberdade da vontade, mas a torna realmente livre.

Portanto, se o cumprimento da Lei depende da livre vontade do homem (ajudada pela Graça), este pode ou não colaborar para a sua justificação (6).

Justo é aquele que cumpre a Lei
Nesta disposição das coisas percebemos a sabedoria de Deus. Se a justificação dependesse somente do homem e não também da Graça que é concedida mediante a Fé em Jesus Cristo, o homem poderia gloriar-se de si mesmo e Deus não seria seu salvador. Se a Graça age de forma imperativa no homem, aqueles que não creram poderiam dizer que não são culpados, pois Deus não lhes concedeu a Graça de crer e cumprir a Sua justiça. Porém, a Sua Graça Deus concede a todos e esta respeita a livre escolha de cada um.

Devemos lembrar que a Graça não santifica totalmente o homem de uma ora para outra, esta regeneração é gradativa, “nosso interior renova-se de dia para dia" (cf. 2Cor 4,16).

Como vimos é justo aquele que cumpre a Lei (cf. Rm 2,13), não somente aquele que crê. A colaboração do homem para a sua justificação é ainda mais clara aqui:

"A circuncisão, em verdade, é proveitosa se guardares a lei. Mas, se fores transgressor da lei, serás, com tua circuncisão, um mero incircunciso. Se, portanto, o incircunciso observa os preceitos da lei, não será ele considerado como circunciso, apesar de sua incircuncisão? Ainda mais, o incircunciso de nascimento, cumprindo a lei, te julgará que, com a letra e com a circuncisão, és transgressor da lei. Não é verdadeiro judeu o que o é exteriormente, nem verdadeira circuncisão a que aparece exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é interiormente, e verdadeira circuncisão é a do coração, segundo o espírito da lei, e não segundo a letra. Tal judeu recebe o louvor não dos homens, e sim de Deus" (Rm 2,25-29)

Lembremos que esta colaboração só se dá com verdadeira liberdade da vontade, o que depende da Graça de Deus e não dos méritos próprios do homem (para que este não se glorie).

A Graça nos regenera e renova pela ação do Espírito Santo. É através do Espírito Santo que somos revestidos pela Glória de Deus, ação esta que nos devolve a dignidade perdida no Éden.
É isto que S. Paulo ensina a seu discípulo Tito:

"[Somos justificados] E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele [Cristo] nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo" (Tito 3,5).



Alguém poderia pensar que S. Paulo esteja eliminando até mesmo as obras realizadas com a ajuda da Graça. Veja que o Apóstolo usa o verbo no passado (“tivéssemos praticado”), fazendo referência às obras praticadas antes da Fé. Devemos lembrar que o próprio apóstolo diz que ninguém é justo se não praticar as obras da Lei (cf. Rm 2,13.25-29).
Vejamos agora um interessante trecho da carta de S. Tiago:

Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem. Queres ver, ó homem vão, como a fé sem obras é estéril? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo o seu filho Isaac sobre o altar? Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus (Gn 15,6)". (Tg 2,19-22) (grifos meus).



Aqui também as obras a que S. Tiago se refere são as obras motivadas pela fé, e não as obras antes da fé. Isto atestamos nas palavras “vês como a fé cooperava com as SUAS OBRAS e era completada por elas”.

A mesma catequese é confirmada por S. João: "Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus" (Jo 3,21).

A Graça nos encaminha à salvação na Fé em Jesus Cristo concedendo à natureza humana o poder de cumprir a Lei. Por isso mais uma vez ensinou S. Paulo: "Poderoso é Deus para cumular-vos com toda a espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras" (2Cor 9,8). Ainda em Hebreus: "Olhemos uns pelos outros para estímulo à caridade e às boas obras" (Hb 10,24).

Por isso Cristo se manifestou, porque sem Ele a Graça não viria e as obras da carne não seriam destruídas. É o que nos ensina S. João: "Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Eis por que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio" (1Jo 3,8).

Vê-se desta forma que as obras da Fé fortalecem a Fé, colaborando para a salvação. Não que tenhamos que completar alguma coisa ao Sacrifício de Cristo, mas a porta do céu aberta pela morte e ressurreição do Senhor, espera que o homem por sua livre-vontade e colaboração (auxiliadas pela Graça) queira nela adentrar. É desta forma que a nossa salvação também depende de nós.

Ora, se somos obras de Deus criados para a prática das boas obras (Ef 2,10) e só é justo quem for cumpridor da Lei (cf. Rm 2,13.25-29), conseqüentemente Deus nos julgará por nossas obras na fé, pois são elas que dão testemunho de nossa fé em Jesus Cristo (cf. Tg 2,19-22).


O Juízo de Deus
Certa vez Nosso Senhor disse: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto" (Jo 15,1-2).


As palavras acima são fabulosas, pois nelas se encontra o centro da teologia da Graça e da Justificação.
Elas ensinam que os cristãos dão frutos por estarem ligados a Cristo. Como já vimos é a Graça do Espírito Santo que possibilita esta ligação, pois sem ela ninguém é cumpridor da vontade de Deus. Também ensinam que “todo ramo que não der fruto [em Cristo][...] ele o cortará”.


Ainda: "O machado já está posto à raiz das árvores. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada ao fogo" (Lc 3,9).


Ora, isto mostra o que é avaliado por Deus para condenar ou salvar alguém: as suas obras motivadas pela Fé em Cristo.


Como se vê isto não tem nada a ver com uma “doutrina do galardão” (cf. Lc 6,23), muito difundida entre os protestantes, onde Deus recompensará uns e outros conforme o que receberam e fizeram. Com efeito, os salvos serão recompensados segundo suas obras (cf. Mt 16,27; Ap 22,12). Porém, TODOS serão julgados conforme as obras que fizeram (cf. Mt 25; Lc 12,36-59).


Neste contexto Deus agirá como alguém que premia atletas. Nem todos os competidores serão considerados vencedores, tudo dependerá da forma como correram. Porém, os vencedores são premiados conforme sua vitória (medalha de ouro, prata ou bronze).

O fato do organizador da prova recompensar na justa medida os vencedores (galardão), não significa que todos que aceitaram correr serão vencedores (salvação).

Por isso S. Paulo ensinou: "Assim, eu corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar. Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros" (1Cor 9,26-27) (7).

O Apóstolo também sabia que o juízo de Deus se daria conforme as obras na fé em Cristo:

"Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade; mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal" (Rm 2,5-8) (grifos meus).
S. João também confirma este ensinamento:

"Se invocais como Pai aquele que, sem distinção de pessoas, julga cada um segundo as suas obras, vivei com temor durante o tempo da vossa peregrinação" (1Pd 1,17) (grifos meus).
O próprio Senhor confirma no Apocalipse:

"Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras" (Ap 20,12-13) (grifos meus).

"Farei perecer pela peste os seus filhos, e todas as igrejas hão de saber que eu sou aquele que sonda os rins e os corações, porque darei a cada um de vós segundo as suas obras" (Ap 2,23) (grifos meus).


Como se vê é claríssimo na Escritura a catequese sobre o juízo de Deus, que avalia as obras de cada um.

Logo a única garantia que podemos ter de nossa salvação é a perseverança na Graça de Deus. Com efeito, também disse o Senhor: "Então ao vencedor, ao que praticar minhas obras até o fim, dar-lhe-ei poder sobre as nações pagãs" (Ap 2,26) (grifos meus).

Desta forma, “Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé? Do mesmo modo Raab, a meretriz, não foi ela justificada pelas obras, por ter recebido os mensageiros e os ter feito sair por outro caminho? Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tg 2,19-26) (grifos meus).

Penso que já termos repostas suficientes às últimas perguntas: 2) a salvação do crente depende ou não de seu testemunho de vida? 3) o crente pode ou não perder a sua salvação?

Se você ainda tem dúvida, S. Tiago ainda tem uma palavra para você: "De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo?" (Tg 2,14).
 
Notas
(6) O termo “justificação” pode ser usado em dois sentidos. O primeiro é quando Deus perdoando os pecados do homem o declara seu amigo, isto é, justo. O outro é quando o homem já se encontra salvo, isto é, quando a justiça de Deus lhe alcançou. É neste último sentido que o termo é aqui empregado.

(7) Alguns dizem que S. Paulo se refere aqui não à sua salvação, mas ao seu ministério. Porém no verso 25 ele mostra o alvo da corrida - "uma coroa incorruptível" – forte alusão à salvação, conforme atestamos também em Ap 2,10.

Fragmento da obra "A Fé, a Graça, as Obras e a Salvação" publicada como ebook pelo Apostolado Veritatis Splendor, de autoria de Alessandro Lima*.

* O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.

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